Procurando ligação entre os temas (Diversidade – Solidariedade – Crise)

Em conversa com um amigo sobre o que estava achando do conteúdo dos temas, percebi uma conexão entre os assuntos que não imaginava existir. Quando decidi escrever, não tinha qualquer intenção de liga-los e não via correlação entre eles e mais ainda, com as atividades que estou fazendo. A conversa foi como uma pitada de sal em um copo quase saturado, serviu para precipitar a união entre os pontos.

O papo abordava o assunto que algumas empresas estão “obrigando” a contratação e/ou promoção não apenas com base na competência, mas também com base em um critério de diversidade (homem/mulher, jovem/adulto/idoso, religião, nacionalidade, grau de instrução,...).

A primeira vista isso é difícil de entender, o critério da competência deveria prevalecer e ser o único a influenciar a escolha.  A conexão se deu fazendo um paralelo com a pintura, para ver a sombra na tela, temos que pintar luz no seu entorno, para aparecer a luz, temos que pintar a sombra.  Para uma pintura expressar volume e parecer real, temos que ter pelo menos 3 tonalidades, as  cores  médias, as escuras e as claras. A maior parte da pintura é feita com médios, porém o que da vida e beleza a obra são as outras duas tonalidades. Uma pintura sem esses contrastes perde vida, isso pelo menos na técnica que estou aprendendo, existem outras técnicas que podem ter outros critérios ou métodos.

Pareceu-me que esse conceito pode ser verdadeiro em outras áreas, ou seja, para que vejamos a existência da competência é necessário ter diversidade e a “incompetência” é um tipo de diversidade nesse caso. Importante colocar que os incompetentes estão entre aspas porque na realidade são competentes em outras áreas e, além disso, sem o contraste não se veria os “competentes”, desta vez, esses entre aspas.

O momento que percebemos os sintomas externos da crise é quando uma parte da diversidade, no exemplo acima, “os competentes” não conseguem enxergar a importância da outra parte, “os incompetentes”. Os “competentes” não veem os “incompetentes” como sendo parte essencial deles mesmo, ai se sente a crise.

A forma de lidar com a crise é ter no coração a disposição para a solidariedade. Quanto mais usarmos a energia da solidariedade, menos crise enfrentaremos e mantendo a diversidade equilibrada, “competentes e incompetentes”, impulsionamos a evolução de todos.

Ver essa saída de fora do contexto é mais fácil do que quando estamos fazendo parte do processo.

Ser solidário e procurar o equilíbrio entre as partes é bastante difícil, pois quase sempre, em primeiro lugar, procuramos a autopreservação e apenas com o que sobra somos solidários.

Sabemos o que é realmente necessário e necessitamos para a nossa preservação?

 

Outra conexão que procurei fazer foi com as trindades.

 

Diversidade

Crise

Solidariedade

Inercia

Movimento

Equilíbrio

Vishnu

Shiva

Brahma

Inteligência Criativa

Vontade e Poder

Amor e Sabedoria

Preservação

Destruição/Transformação

Criação

Tamas

Rajas

Sattva

Ar

Fogo

Terra/Água

Pensamento/Mental

Corpo Físico

Sentimento/Emoção

Fohat

Kundalini

Prana

...

 

 

 

Não estou seguro das relações acima, não importa, o importante para mim é o conceito da trindade e a busca de sua compreensão. 

A parte seguinte do texto teve a contribuição de um amigo, que fez alguns comentários sobre a parte anterior. As ideias dele estavam tão alinhadas com meus pensamentos que resolvi usar parágrafos inteiros, com sua permissão. Obrigado Giba!! 

Vale lembrar, por mais doído que pareça, que crise é uma excelente oportunidade. É na crise que buscamos ser mais eficientes e melhores. Desejamos que ela ocorra? Claro que não, mas acreditar que tudo é fácil e “cor de rosa” não é uma escolha. Devemos estar conscientes e saber como agir para reduzir os impactos das crises, que sempre irão existir.

Em momentos de crise é importante chamar à responsabilidade pelo o que não estamos satisfeitos para nós mesmos e não responsabilizarmos o mundo externo, os políticos, os banqueiros, os extraterrestes,...

Existem inúmeras formas de praticar a solidariedade e minimizar as consequências negativas da crise, como por exemplo: algumas grandes e renomadas universidades as vezes adotam, não o nome do seu fundador, mas sim o do seu maior benfeitor e/ou quem viabilizou-a economicamente. Uma outra forma é o Instituto Nobel, onde a pessoa agraciada com um prêmio Nobel ganha notoriedade e seu trabalho ajuda a impulsionar o mundo inteiro. Qual é a forma que conseguimos ser solidários?

Vemos então que a solidariedade não está atrelada apenas a ações do governo, mas sim as pessoas e ideais humanitários.

O ponto central então passa a ser como organizar melhor para que a solidariedade aconteça de forma mais natural. Pelo aspecto coletivo, temos os governos, as igrejas, ou templos e entidades religiosas devendo incentivar que seus membros sejam pessoas participativas ao organizar atividades ou simplesmente ao mencionar vez após vez qual deve ser o nosso papel enquanto vivemos em sociedade.

Na questão individual, lembrando que a separação entre eu e o outro é um engano, um erro, passando a entender que a felicidade do outro pode vir a ser a fonte da "minha felicidade". Fazemos isso quando ficamos felizes com os resultados dos nossos filhos, amigos e até do nosso time de futebol. Porque não ficar feliz quando tenho a chance de fazer outra pessoa feliz, sendo mais generoso e solidário?

Concluo que crise não necessariamente é algo ruim. Diversidade deve ser a base da nossa sociedade, uma vez que o mundo é diverso e belo. Sendo a prática da solidariedade, hábito comum, promovidos em larga escala por políticas/incentivos externos e, principalmente, por motivação interna.

Comentários  

 
0 # Muito bom!Gilberto Silvinha 18-11-2011 18:51
Grande abraço,
Giba.
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