Como surge a Vida

Vou procurar descrever uma sensação interessante, foi uma experiência motivadora e inspiradora. Antes disso contarei um pouco como foi toda a semana.

Fomos a uma feira com o nome de EcoAltea na cidade de Altea, com várias atividades e oficinas alternativas como: arteterapia, coach, canto, musica, comidas vegetarianas e massagens shiatsu.

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Tivemos a visita de um casal em casa, ele espanhol e ela brasileira, está na Espanha há 20 anos. Aproveitamos para trocar experiências e explorar a cultura de cada um.

Continuo fazendo as atividades escolares, porém algumas delas foram canceladas por falta de quórum mínimo. Isso causa transtornos, porque às vezes deixo de fazer algo que me interessaria por coincidirem os horários.  Quando cancelam, fico sem as duas. Com isso, continuo tendo que procurar cursos para preencher a grade horária.

Tive a primeira visita de um forasteiro (um brasileiro, “paisano” em espanhol), foi agradável poder rever um amigo e conversar.  Saímos, fomos fazer turismo, explorar a cidade. Acabei estacionando o carro em uma vaga e não notei que era reservada para hotel, quando voltamos, não estava mais lá. Foi guinchado, um turismo extra ao deposito. Além do meu carro, havia muitos outros, inclusive bicicletas e carrinhos de supermercado. Quero ver quem vai pagar a multa deles?! Agora, é esperar a próxima visita!!

Tenho atualizado os álbuns de fotos de Alicante, dos amigos e principalmente as fabulosas obras de arte. Deem uma olhada, tem fotos muitos bonitas, das paisagens, é claro!!!

Sinto que estou envelhecendo no setor artístico. Quando iniciei, ainda no Brasil, me expressava como uma criança de 10 anos, passei pela pré-adolescência e agora penso que sou adolescente de uns 15 anos. Sinto-me muito mais “maduro”!!

Em casa, na cidade, com as pessoas, continuo me adaptando.  Tenho novas experiências e explorando as possibilidades. Às vezes gostando e outras vezes, nem tanto.

A experiência interessante aconteceu quando estava trabalhando na escultura de barro número 4. A inspiração foi uma pintura de Picasso. Quando comecei não tinha ideia do que fazer e como fazer. 

altaltalt

A proposta era usar o quadro como ponto de partida, transformar a figura de 2D para 3D, permitindo que a espontaneidade e a criatividade surgissem.

Acabei fazendo algo diferente do quadro, inclusive de corpo inteiro. A princípio tive dificuldade de avançar, após fazer o esboço inicial não sabia como prosseguir, onde trabalhar no barro para dar forma e parecer algo significativo. Mesmo assim, persisti, fui relaxando e deixando aos poucos a figura surgir.

Após alguns dias de trabalho comecei a perceber alguma coisa diferente, resolvi compartilhar com o professor o que sentia. Neste momento, meus olhos brilharam, ficaram com lágrimas, o coração vibrava, a mente serena e lúcida, a percepção do mundo, ativa.

No começo com poucos detalhes, com o tempo foram aparecendo novos. Um puxava o outro. Quando percebi, a própria figura solicitava novos detalhes, ajustes, mais definição ou menos. Não era necessário pensar ou criar, apenas observar e sentir. A obra tinha sua própria vida, ela solicitava atenção, se revelava.

Fui sendo guiado pela própria escultura. O trabalho criou vida, o barro se transformou em vida na escultura. Em contrapartida, cada vez mais fui gostando do resultado, me empolgando e apreciando. À medida que me sentia entusiasmado, mais liberdade e leveza a obra manifestava.

O tempo perdeu referencia, não via passar. Quando esculpia ou modelava, sentia a imagem, os personagens pedindo seu formato e sua intenção. Eles queriam passar algo, eu era apenas o veículo de sua vontade.

Por fim, terminei está etapa. Vou deixar secar e depois ver ser ela pede mais detalhes ou se poderei enviar para o forno. Sinto que a obra tem personalidade, ela tem intenção. Percebo em cada ângulo uma história diferente. O significado mais completo só deve surgir quando terminar, mesmo assim, deve sobrar muita coisa para o inconsciente.

Comentários  

 
+1 # obra de arteCristiane Harald Franke 11-10-2011 10:32
você juntou as suas emoções e as transformou em uma obra de arte, ou seja, você já pode se considerar um artista.

Cris
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0 # RE: obra de arteClovis Fernando Greca 12-10-2011 21:03
Cris, gostei deste conceito. Acho que que sou artista a muito tempo e nao sabia!!!!
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