Primeira semana na casa de Alicante

Tenho experimentado grandes mudanças em cada momento do projeto. Noto qual é meu processo para adaptar-me a cada situação, como desenvolvo uma rotina de adquirir informações e procurar formas de facilitar o ajuste ao ambiente. Mesmo que as situações sejam diferentes, exijam respostas e rotinas distintas, o processo de coleta de informações, analise, experimentação, reavaliação, otimização, padronização, é muito parecido.

Nessa primeira semana, na casa de Alicante, fui me ambientando ao local. Conhecendo e reconhecendo: os barulhos, apagando do consciente aqueles que não são “perigosos”, por exemplo, para dormir bem. Acostumando-me com a luminosidade da casa, do quarto, ou onde ficam os interruptores, para ajustar a hora de dormir ou acordar. Sentindo a variação da temperatura durante o dia e a noite. O corpo procura se auto regular dentro de uma faixa, tentando diminuir a sensação de frio ou calor.  Procurando os melhores locais para pensar, sentir, assistir, relaxar, comtemplar.

Procurei manter a rotina do exercitar-me, as vezes caminhando, as vezes de bike. Um dia saía para a direita, outro dia para a esquerda, o seguinte para traz. Para frente não dá, só se for de barco! Não ia longe, 45 minutos de ida e 45 de volta.

Saia de casa em horários diferentes, às vezes pela manha, à tarde e ao anoitecer. A temperatura abaixou, está agradável, ocorreram dias com trovoadas, dias sem vento, com pouco ou com muito vento.

Fiz todas as refeições em casa, ainda fazendo pratos simples, misturando comida congelada e pronta com pequenas invenções, aos poucos, aumentado a elaboração. Sempre completado com uma grande salada.  Depois é claro, tem que lavar a louça.

Como é verão e fiquei a maior parte do dia em casa, estou usando pouca roupa, mesmo assim, já usei a maquina de lavar. É fácil, não tendo que passar, não tem mistério.

Após conectar-me com o mundo dos amigos, recebi vários e-mails, foi bom ver como estão me vendo. Pude avaliar, sentir, trocar e interagir. Li e respondi a todos, inclusive alguns que estavam pendentes de resposta, desde o início do projeto.

Lendo um dos e-mails, surgiu uma nova ideia.  Fazer um novo projeto, um Projeto de Vida. Vou refletir sobre isso e tentar desenvolver o conceito.

Fiquei procurando via internet as atividades que pretendo fazer, o campo de busca está ampliando.  Pintura, desenho, cerâmica, filosofia, teatro, audição criativa, leitura expressiva, locução, dublagem, conto de historias, apreender a cozinhar.  Estou aberto para analisar a oferta e experimentar o que a intuição mandar. Uma dificuldade que estou encontrando é que quase todos os cursos são apenas depois das 18hs. O que fazer com o dia inteiro?! Dormir, comer, exercício físico, escrever, ler, praticar o que aprenderei nos cursos. Infelizmente alguns começam apenas em outubro também.

Fui a vários locais, conversei com professores, esclareci o que estou fazendo, e qual a expectativa com o curso. Eles iam me respondendo e explicando um pouco a proposta do curso.  Eu encontrando pontos em comum.

Quase todos ficam surpresos com meu projeto. Será que deveria ser tão incomum projetos pessoais que procurem o autoconhecimento e o aperfeiçoamento?!

Com o passar dos dias, fui expandindo a área reconhecimento, fui amentando o raio. Vendo onde está a farmácia, mercado, lojas, parques, estação do metrô, posto de gasolina, clubes esportivos, paisagens bonitas, pontos importantes que serão úteis no dia-dia.

Peguei o carro pela primeira vez depois de 5 dias, tive que ir ao mercado.  Desta vez com uma lista, é mais chato. Durante esses dias em casa fui percebendo a falta e necessidade de algumas coisas que havia esquecido.

Fui melhorando a disposição dos alimentos, panelas, louça, roupas,... na casa, para tornar mais fácil e prática a vida.

Comentários  

 
0 # o incomumDirce Araujo 07-09-2011 15:38
`´e, meu caro amigo, todos queremos uma vida pronta, repetir o já feito e esgotado e a viagem mais assstadora épra dentro de si..osilêncuio, interno e externo apavora, ficar sem falar dá agonia..Em um processo de autoconheciment o, do qual lembro--me de ter lhe falado, um exercício maravilhoso, difícil no começo, era não falar, buscar o silêncio interno, mesmo rodeado de pessoas, durante uma dia... um luxo de tão bom que é, ficar consigo, por escolha própria, muito lindo mesmo.
Percebo seu crescimento na linguagem escrita, muito significante..fico "filiz,filiz".abração.Dyrce. :lol:
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0 # o incomumClovis Fernando Greca 11-09-2011 11:29
Oi Dryce

Tenho passado por fases e etapas bastante diferentes, com metas e propósitos específicos para cada momento, com isso, desenvolvi um pouco mais de paciência e tranquilidade.
Consigo perceber como lido com as novas situações e começo a apreciar o novo e as vezes o inesperado.
Estar sozinho me obriga escolher com base nas minhas necessidades, assim estou desenvolvendo um olhar interior, onde tento reconhecer-me.
Acredito que a partir deste ponto, poderei reconhecer o mundo exterior criando uma relação equilibrada e harmônica.

Muito obrigado
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0 # O que me bateuJaques Lamac 08-09-2011 22:09
Caro Clóvis,

Li algumas das suasm mensagens e me bateram algumas coisas:
1) Parece que você está em busca de algo, procurando não-sei-o-que e nem voce mas me ficou isso bem claro.
2) Se fosse eu a fazer algo assim, penso que aquele local em Dharamsala seria mais propício pois acho que buscaria algo DENTRO DE MIM e não no exterior, tipo coisas ou fios emaranhados ou mesmo pontas deles; enfim meditação, pessoas em meditação, um lugar fora dos padrões normais pra mim seria mais propício.
3) Será que levar uma vida mais ou menos igual acrescenta mesmo algo de importante?
4) Tudo bem que viajar é sempre bom e situações novas sempre acontecem e tudo soma; nada se perde tudo acrescenta.
5) Minha opção, porém, seria algo fora do padrão, bem fora para justamente ir fundo lá dentro.
6) Só queria dizer isso, fique bem.
Abraços.
Jaques
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0 # O que me bateuClovis Fernando Greca 11-09-2011 11:37
Enquanto escrevi, refleti sobre onde pretendia ficar e coisas iria fazer. Quando escrevo que não sei o que vou fazer, é que ainda não tenho um pensamento fechado, mais tenho um rumo, já escolhido.
Varias vezes pesei qual a dose correta da mudança e que tipo de mudança pretendia fazer.
Entendo mudança com um processo de aperfeiçoamento e não como quebra ou ruptura.
Acredito que quase tudo que fiz e meus comportamentos foram os melhores possíveis até então.
Minha busca é de melhorar o que já tenho e se possível desenvolver novas habilidades.
Cada pessoa necessita de um “tratamento” especifico, eu preferi um processo gradual.
.....
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0 # o que me bateu 2Clovis Fernando Greca 11-09-2011 11:38
Podemos comparar com o tratamento de uma batida no corpo. Assim que nos machucamos o ideal é colocar gelo, ou seja, diminuir a energia do local. Depois o tratamento pode ir para um contraste entre frio e quente. Depois que passou o trauma vamos para uma nova fase, que seria da fisioterapia. E por fim, para que não voltemos a nos machucar, reforçamos a musculatura e aumentamos a flexibilidade.
Eu escolhi o tratamento de alongamento e reforço para este momento, onde, não tenho tanto contraste entre a vida do Brasil e a vida na Espanha.
Acredito que este processo, no meu caso, é mais produtivo do que uma mudança forte, de auto contrate, com seria, ir para um ashama na Índia.
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