Diário Via de La Plata - dias 23 à 25/06

23-06 (54) Zamora até Salamanca – 65 km

As dores musculares diminuíram já o traseiro, depois de 4 horas, começa a incomodar. Fiz meio a meio, terra e asfalto, para não cansar. Salamanca é uma cidade grande e turística, vou ficar um dia extra para conhecê-la.

Hospedei-me no albergue juvenil para poder chegar depois das 22:00 hs, não esquecer que é dia até as 22:30 hs, quero ter tempo para passear e não me preocupar com o horário de ir dormir.

Para mim, fazer o caminho de bike é mais duro que a pé, claro que as distâncias são maiores, o esforço é maior também, carregamos mais peso, além disso, quando chega a algum lugar tem que se preocupar onde deixar a bike.

Nas cidades grandes os peregrinos se dispersam entre os muitos turistas, me sinto um pouco perdido. Como tem muita opção do que fazer e onde comer não sei o que escolher. Estou um pouco desanimado para fazer city-tour, sinto falta de poder compartilhar as experiências.

Salamanca é uma cidade universitária, tem cerca de 40 mil estudantes, muitas meninas de perna de fora!

Começo a me preparar para o fim do caminho e o início da próxima etapa, a escolha de onde morar e a legalização do visto de residente temporário.

24-06 (55) Salamanca – City-Tour - +/- 20 km a pé

Foi um dia intenso, eu estava animado. No dia anterior conheci um peregrino de 75 anos, australiano, ele já havia dado 17 voltas ao mundo fazendo turismo, só no Brasil já esteve 6 vezes, um boa conversa.

Comecei o dia indo à ponte romana, existe muitas pelo caminho, levar a bike para fazer uma revisão, não quero ter problemas no meio de um nada no caminho. Visitas, ao museu Art Nouveau y Art Decó, a Universidade Pontifícia, prédios históricos da universidade de Salamaca, Catedral Nueva e Vieja, Convento e Igreja de San Sebastian, subida nas torres da Catedral, Cueva de Salamaca, pegar a bike pronta, um almoço gostoso em um restaurante vegetariano,  sentar no banco do jardim Huerta de los Jesuitas e tirar um ciesta, exposição de fotos “entre as  sombras”, tomar 3 chopp no fim da tarde conversando com o australiano e por fim um show de musica brasileira no pátio do colégio São Domingos, um bela musica e um vista da catedral esplêndida. Ufa!! Quanta coisa, fui dormir as 01:30 hs, me sentido bem, o albergue estava vazio, todos estavam fora ainda.

25-06 (56) Salamanca até Fuenterioble de Salvatierra – 55 km

Uma etapa curta, me indicaram para ficar aqui, um albergue simpático dirigido por um padre muito ativo e conhecido no caminho, Blass.

Havia um encontro de padres e freiras aposentados, todos a paisana, uma festa. Fomos, eu e outro peregrino, convidados para almoçar. Depois do almoço saíram em caravana para passear em carroças puxadas por burro, crianças e familiares se divertindo.

Está realmente esquentado, sai as 10:00 hs e parei as 13:30 hs, estava bem calor. Depois do almoço tirei uma ciesta, estou gostando.

Essa região é mais árida, apenas plantação de trigo e criação de cerdos (porco) negros.

Cheguei à metade do caminho, agora deve ser ladeira abaixo, tomara.

Estou conhecendo pessoas que já fizeram muitas vezes o caminho em caminhos diferentes, acho que passa a ser um bom programa.

Nesta região, tenho encontrado alguns brasileiros trabalhando. No albergue conversei com um brasileiro, ele não quis falar em português e começou a falar mal do Brasil, está a 8 anos fora e diz que apenas quer se casar e legalizar sua situação, não gostei da conversa, me silenciei e cessei o diálogo. 

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