Curso Meditação Vipassana

O assunto, conteúdo e forma desse texto de hoje, são diferentes dos que escrevi anteriormente. Ele é resultado das minhas anotações, teve como um dos objetivos, fazer a manutenção nos ideais do projeto sabático e um resumo da compreensão do curso.

É um texto longo, misturando prática com teoria, ensinamentos formais, reflexões pessoais e expansão de consciência. Para quem for ler, for favor, não sinta remorso de pular partes ou não gostar, o texto está recheado de pensamentos/sentimentos que ainda não estão lapidados e concluídos.

 

Em Garopaba, no Centro de yoga Montanha Encantada entre 18/11/12 e 25/11/12, www.yogaencantada.org/curso/retiro-de-meditacao-vipassana, conduzido pelo professor Ricardo Sasaki de Belo Horizonte, do centro Nalanda, www.nalanda.org.br, estávamos em 23 pessoas, incluído eu e minha esposa. O curso teve o objetivo de ensinar técnicas de meditação e praticá-las. Logo no inicio das atividades, foi solicitado a prática do completo silêncio (inclusive troca de olhares), sem comunicação alguma entre os alunos ou com o mundo, apenas poderia se quebrado o silêncio nas palestras, com perguntas relacionadas ao tema.

O programa diário começava com uma meditação as 6:00hs da manhã, seguido de pratica de yoga e café da manhã. Palestra, meditação andando, meditação sentada, meditação andando e almoço. Palestra ou perguntas e respostas, meditação andando, meditação sentada, aula de yoga, meditação andando e jantar. Meditação sentada e palestra, encerrando as 21:00hs.

A propósito do primeiro dia do retiro foi aquietar a mente e o corpo, ativando a observação. A primeira meditação iniciou as 6:00hs, com duração de 45 minutos, com alguns momentos de instruções. O tempo passou rapidamente, o método foi prestar atenção nas partes do corpo, iniciando pela cabeça e indo até os pés e fazer o retorno até a cabeça, parando em cada parte, após isso, fazer um intervalo e recomeçar o movimento de atenção as partes do corpo.

Para mim foi um bom desafio ficar sentado no chão sem me sentir incomodado e permanecer “relaxado”. Para cada participante esse desafio é diferente, para alguns isso pode ser simples e para outros, como eu, muito difícil.

No café da manhã, olhos introspectivos, olhando para baixo, foi o primeiro momento de silêncio coletivo. Eu me sentia confortável, creio ter praticado bastante durante o caminho de Santiago, acredito estar um pouco familiarizado em olhar para fora e para dentro ao mesmo tempo.

A aula de yoga foi razoavelmente tranquila, pareceu como andar de bicicleta, no começo inseguro e rapidamente tendo confiança nos movimentos. Tive que manter vigilância em uma aranha que estava por perto, seria mais fácil matá-la, mas não tinha essa intenção, havia também um passarinho que batia no vidro do teto comento insetos que se tornou um bom desafio durante todo o curso.

 

Palestra da manhã, dia 1

 

A ideia do retiro é provocar uma transformação, trazer a pessoa do não saber para o saber/compreender.

 

Dificuldades nos retiros:

 

Usar a meditação apenas como técnica/método

Não ter conhecimento prévio sobre o budismo e suas técnicas (no retiro deveríamos aprofundar o conhecimento base que já possuímos)

Ensinar ou estudar os métodos sem adaptá-los ao ambiente, local, cultural e social

Compreender que a meditação é apenas uma parte de todo o processo (1/7)

Em um retiro, deveríamos avançar para objetivos já traçados previamente

Criar sintonia com os demais participantes

E for fim, desenvolver objetivos ao retornar na vida “normal” após o retiro.

 

Etapas para uma boa meditação:

 

  1. i.            Reconhecer o negativo e sua ausência
  2. ii.            Construção dos estados desejados
  3. iii.            Geração e fortalecimento da intenção

 

  1. I. Reconhecer o negativo e sua ausência:

 

A diferença entre o que pode ser considerada uma pessoa superior ou inferior é percebida por sua disposição em reconhecer seus defeitos e desejar superá-los.

Defeito é tudo que pode causar sofrimento, a mim ou aos outros, nos níveis: verbais, corporais, comportamentais ou pensamentos.

Quando reconhecemos a existência sincera do defeito, surgem 3 fatores necessários para a sua redução:

 

1)      Zelo/cuidado

2)      Esforço determinado em: recuperar, manter, não adquirir, fazer surgir, fazer crescer ou fazer diminuir

3)      Estimular a energia: sentir-se estimulado para avançar na direção da eliminação do defeito.

 

Categorias dos defeitos

 

  1. Coisas que quero esconder
  2. Coisas que quero mostrar

 

Todos os defeitos/imperfeições tem origem em 3 raízes/venenos básicos, sendo o terceiro a raiz de todos.

 

1. Ganancia/Apego/Paixão

- movimento de agarrar,

- Alcançar algo,

- Possuir algo que não se tem,

- Manter o que se tem

2. Ódio/Aversão

- movimento de afastar,

- Tenho e não quero,

- Esta lá e quero manter onde esta.

3. Engano/obscurecimento/Ilusão/Confusão – movimento de espalhar

Os defeitos podem ser classificados também em Corporal/Verbal/Mental

 

Descobrir os defeitos tem como objetivo, além do autoconhecimento, encontrar os antídotos para eliminá-los e escolher um método para isso.

 

Exercício: Fazer uma relação dos defeitos e/ou a ausência deles e classificá-los:

Resposta:

Defeito

Ausência

Avaliar/comparar/julgar

Preguiça/inércia

Orgulho

Vaidade

Irritabilidade

Arrogância

Irreverência

Distração

 

Durante os intervalos e nas meditações andando, estive refletindo e tendo um desejo sincero de perceber meus defeitos.

A origem do defeito principal, o orgulho, parece ser a comparação. Para eliminar é simples, apenas NÃO COMPARAR.  Da mesma forma que não é possível comparar-se com uma flor, pois somos seres completamente diferentes, não devo me comparar com outra pessoa!

O orgulho tem 3 origens: sensação de superioridade, de igualdade ou de inferioridade, todas negativas e equivocadas. Da mesma forma que não tenho o hábito de usar o outro como referência, o outro só pode ser comparado com ele mesmo, eu não devo compará-lo e ponto final. A comparação é o resultado da pratica automatizada da mente classificatória.

Um bom antídoto para reduzir a tendência de comparar e julgar é o exercício da REVERÊNCIA. Quando penso que admiro uma flor, penso em sua beleza e singularidade, porque não escolher fazer o mesmo por um ser humano e reverenciá-lo ?!

Então, porque tenho dificuldade de reconhecer ou reverenciar? Talvez seja irreverente por ter me sentido traumatizado e/ou rejeitado na infância, por pessoas que teria reverência natural e passei a criar um conflito com o conceito de autoridade.

Por que não reverenciar/agradecer alguém que fez o caminho antes e agora deseja compartilhar as experiências?!! A reverência não denota inferioridade ou superioridade, é apenas natural, existe um ciclo de vida, existe o tempo, um ontem, um hoje e um amanha.  Reverenciar quem nasceu antes/depois não diminuiu/aumenta quem nasce depois/antes.

As minhas crenças devem valer para o micro/macro cosmos, para o ontem/hoje/amanha, para quem nasceu hoje, ontem ou ainda vai nascer, devem ser atemporais e alocais.

Se me sinto desconsiderado, talvez o motivo seja porque desconsidere o outro. Tenho dificuldade de aceitar a ordem natural das coisas. A não reverência, o não reconhecer a ordem natural tem como consequência a rebeldia.

A rebeldia leva a não aceitação, ao julgar, ao comparar, a irritação, a vaidade, ao orgulho. Eu não Reconheço quem? Eu Mesmo, rebeldia contra eu mesmo!!! Contra aquele Eu que está esperando pacientemente a oportunidade de ser ouvido e compartilhar os caminhos já percorridos.

Aceitar-se e aceitar os outros como um Ser em evolução

em aperfeiçoamento

em busca

em desenvolvimento

Aceitar-se apenas como um Ser no caminho, como todos os outros seres.

Porque e como, praticar a reverência? Se eu praticar a reverência ao mundo e as pessoas, o mundo da mesma forma começará a praticar para mim, o externo ressona no interno. A prática diária de prostrar-se para uma imagem que represente alguém que admire, é um bom começo.

 

Meditação sentada, o corpo atrapalhou, o tempo pareceu mais longo, permaneci imóvel por 40 minutos.

Meditação andando, exercício de caminhar em um espaço pequeno, de 10 a 15 passos, fazer ida e volta, focar no corpo, na forma de andar e depois atenção na sola dos pés.

 

Palestra da tarde, dia 1

 

Meditação Shamata

- Colocar a mente em um objeto estável

- Construção de uma mente estável

- Escolher objetos não agitados, não atraentes, não interessantes

Os objetos não podem conter os venenos, devem ser neutros/simples/revelados, podem ser:

Visuais (chama, mandala, imagens)

Auditivos (Mantras, sinos)

Táteis – corpo (respiração), olfativos (incensos)

- Para o budismo a mente poder ser interpretada como um sentido, completando os 5 sentidos físicos.

- O corpo sempre vai doer um pouco, quando fazemos meditação, faz parte de sua natureza.

Meditação andando, senti falta de espaço, várias pessoas no mesmo local

Meditação sentada no chão, demorou e me mexi bastante

Yoga, deu bastante sono

Meditação sentada na cadeira, um pouco mais como meditação de verdade. Os pensamentos continuam passando!!!

 

Dia 2

 

Meditação sentada no bloco, aplicar a atenção agora na respiração.

Senti rodar e balonamento.

Café da manhã

Um belo tucano com um ovo no bico!!!

 

Reflexões

Pensando sobre Buda: Se imaginar que Buda teve amigos no tempo em que foi príncipe e durante seu período na floresta, podemos pensar que pequenas escolhas diferentes entre eles, pode fazer grande diferença no caminhar longe. Buda conseguiu atingir a iluminação e se tornou um grande mestre.

Existe um ser individual?!!

 

Expansão de consciência

 

Os objetos de meditação e os métodos meditativos servem como iscas, que tem o objetivo de atrair, tranquilizar e manter a mente estável. Isso é obtido mantendo a atenção no objeto da meditação. Como consequência, ampliamos a consciência deixando de identificarmos apenas com os sentidos físicos, entre eles a própria mente. Ai pode surgir a consciência de um Todo, sem perder a conexão com o objeto de meditação e o corpo físico/mente estável.

Essa consciência amplificada é um novo estado de consciência que permite a percepção não fragmentada/classificatória utilizada pela mente comum/ordinária.

 

Palestra da manhã, dia 2

 

A mente não gosta de objetos neutros, como resultado, ela dorme ou se distrai, pois o objeto não traz interesse extra, assim, para manter a atenção, temos que desenvolver um interesse próprio no objeto.

O interesse próprio é “superior” as ideias automáticas e rotineiras da mente. Podemos descobrir/investigar que motivo ou interesse pode-se ter em manter o foco no objeto de meditação, o objetivo é estar focado na meditação.

 

Meditação andando, focado na sola dos pés, tempo preciso.

Meditação sentada, bichos, mosquitos, butucas, barulhos, sustos

Meditação andando, me senti incomodado pelos insetos

 

Palestra da tarde, dia 2

Para uma boa meditação a mente deve se concentrar em um objeto saudável.

Descrição budista da concentração

 

Característica: Não distração

Função: Superar/vencer a distração, resultando em calma.

Manifestação: Não Balanço, estabilidade, imperturbabilidade.

Causa próxima: Felicidade/bem estar, impulso inicial. Tem que ter para dar início ao estado meditativo.

 

Meditação sentada na cadeira, senti um choque quando tocou o sino.

Percepção que estava contando (respiração)

Sensação forte dos batimentos cardíacos e balanço

Sensação de coceiras e insetos andando na pele.

Meditação sentada no chão, mente estável, sem tumulto de pensamentos, serena!!

 

Palestra da noite, dia 2

 

As diversas religiões têm em comum: Acreditam que o ser humano está em caos e deseja sair, ir a uma ordem!!!

A meditação é uma forma de sair do caos e ir à ordem (purificação)

Caos é igual a sofrimento, igual Dukha (difícil de aguentar)

Estamos em busca de segurança para sair da instabilidade/sofrimento/caos.

Buda propõe a meditação como instrumento, porém é apenas 1/7 do caminho.

As técnicas/métodos não resolvem se tivermos imperfeições graves

Os comportamentos equivocados são prejudiciais e não permitem meditar.

Atenção aos comportamentos graves (bater, mentir, odiar,...).

Se não conseguimos meditar, existem falhas e/ou desequilíbrios.

 

Expansão de consciência

 

Tanto o caos quanto a ordem, não são naturais?

Todos os sistemas vivos tendem ao caos

A consciência tende a ordem

Viver não é punição!!

 

Meditação sentada de joelhos

Sensação de movimento no corpo, circular, balanço e batimentos do coração, pulsar forte

Permaneci bem até o fim

Os pensamentos ocorrem espaçados e tranquilos

 

Palestra da manhã, dia 3

Estações da Vida, uma tradição da antiga Índia

 

1)      Estudante (crianças até 7 anos), aprender a ler, decorar, vai a um local para apreender com um mestre a vida comum e a vida espiritual.

2)      Adulto/trabalhador (inicia 16 – 18 anos), assumir a função social, negócios, casar, criar filhos.

3)      Passado Adulto (depois que os filhos se tornaram adultos). Período para retornar ao estudo espiritual em um centro ou criar um ambiente para ensinar

4)      Isolamento, em uma caverna ou em um Ashram. Hora de encontrar outros buscadores e praticar.

 

Na índia antiga, existiam pessoas que não desejavam esperar até o fim da vida para poder praticar a espiritualidade. Essas pessoas formaram diversos grupos isolados e independentes: yoga, vedas, bramam... eram pessoas que saiam jovens de suas casas para descobrir e praticar um caminho espiritual, Buda foi um deles.

Buda, assim que atingiu a iluminação, criou um grupo para compartilhar e ensinar as experiências e caminhos. Hoje em dia, devemos criar grupos ou unir-se a grupos existentes? Tanto faz, desde que seja alinhado com os nossos propósitos.

 

  1. II. Construção do estado desejado

 

A fonte de todo o caos/sofrimento é o desejo!!! O que se compreende por desejo? A tradução mais adequada vem do em Pali “Sede”, ou seja, desejos negativos, aqueles que causem danos/queimem, que causem sofrimentos para ti e para os outros.

 

Existem desejos positivos que devemos ter: aqueles considerados bons pelo budismo

 

Antes de termos direito a esses desejos positivos, devemos atender as condições:

 

- Ser dotado de virtude, ética e moral

- Ser dotado de um código dos monges (regras de convivência e respeito)

- Seguir as regras de convivência

- Ser perfeito na conduta e domínio das regras

- Ter medo nas menores falhas, do não cumprimento das regras

- Praticar e viver usando os preceitos acima

 

Os desejos positivos, desde que atendidos os preceitos acima, são:

 

a) Como Buda falou: “Possa eu ser, aos meus amigos na vida santa, querido, agradável, estimado e respeitado por todos”, ou seja, possa ser agradável, harmônico, querido, estimável para as pessoas que convivo ou me cercam. Não ser chato, reclamar, desagradável. Ser uma presença positiva nos grupos que atuo e existir a intenção de ser agradável. Se eu for dotado de virtudes esse preceito é válido

 

Exercício: Em que medida me encaixo nesse desejo de ser agradável?

Se sim, quais as ações concretas que tenho para promover a harmonia no grupo?

Qual a minha atuação no grupo que me torna agradável?

Se não, o que poderia fazer para ser um elemento que tenha valor positivo no     grupo?

 

Repostas:

- Estar fazendo o curso de meditação

- Procurar ter comportamentos adequados, ser atencioso e amoroso genuinamente

- Manter/trabalhar em entidades que cuidem de crianças ou pessoas sem condições

- Se aprimorar espiritualmente e humanitariamente

 

Meditação andando, usei a técnica de trataki (manter os olhos abertos, sem piscar, em um ponto fixo), respiração e sola dos pés

Meditação sentada, criar foco no curso e buscar quais objetivos pretendidos com o curso.

Expansão de consciência

Existe uma diferença concreta entre o que é teoria e o que é prática? Para quem vê ou escuta, sempre pode parecer teoria!!! A Iluminação não deixa de ser apenas teoria para quem ainda não experimentou essa condição.

 

Palestra da tarde, dia 3

 

Continuando, desejos positivos que devemos ter: aqueles considerados bons pelo budismo.

 

No contexto que a antiga comunidade indiana valorizava e mantinhas as pessoas que buscavam a vida espiritual.

 

b) Que eu possa obter recursos para me manter (mantos, alimentos, abrigo, medicamentos), desejando o simples e suficiente.

 

Exercício: Fazer uma relação ou ausência do que possui?

 

c) Que o trabalho das pessoas que me fornecem os recursos possa ser próspero. Ser grato pelas pessoas e ter o desejo que isso traga bons frutos para elas.

 

Exercício: Refletir sobre o que recebemos e nos beneficiamos e se temos o desejo pela prosperidade de quem nos beneficiou.

Resposta: Sinto-me afortunado e grato por ser quem sou, satisfeito com os resultados alcançados até agora, acreditando poder continuar avançando nesse caminho, desejando adquirir a habilidade de reconhecer e compartilhar as boas práticas de vida.

Esse exercício ajuda a abrir uma nova uma dimensão, dando consciência do que recebemos.

 

Meditação sentada na cadeira, senti-me ansioso e terminei 15 minutos antes.

 

Perguntas e Respostas:

Qual o objetivo da meditação? Estabilidade, bem estar, tranquilidade.

Porque estou contando enquanto ando ou a respirações? Para me distrair.

Porque desejo usar outros objetos? Para criar, para questionar o mestre.

O que é melhor fazer, criar uma empresa saudável e crescer gerando prosperidade para as pessoas que trabalham na empresa ou viver de forma simples atendendo apenas as necessidades básicas? Por que não ambos.

 

O caminho espiritual mais profundo necessita uma grande dedicação, a busca da iluminação exige tempo integral!!

Senti um bom questionamento sobre a ideia da necessidade da dedicação em tempo integral e exclusiva para se aprofundar na espiritualidade.

 

Continuando, desejos positivos que devemos ter: aqueles considerados bons pelo budismo.

 

d) Que eu tenha um comportamento admirável/inspirador para quando meus compatriotas e parentes que já morreram, se lembrarem com confiança em suas mentes, adquiram grandes frutos e benefícios.

Ver uma pessoa fazendo o bem pode inspirar/incentivar alguém a ser melhor também.

 

No budismo existe o conceito dos reinos inferiores (similar ao inferno), onde as pessoas não têm oportunidades de praticar o bem e necessitam se inspirar em alguém para ter alguma chance de sair dessa condição.

 

Exercício: Em que medida eu tenho essa inspiração? Que eu possa ser uma pessoa que inspire outros a fazerem a pratica do bem.

 

Reflexão

Imagina o esforço e sofrimento de Buda, durante os 6 anos de sua busca, após ter saindo do palácio, vivendo nas florestas, imagina a “emoção” que sentiu quando enxergou o caminho do meio (quanto choro!!!). Isso deve ter feito surgir um desejo profundo e sincero de ajudar os outros seres para reduzirem seus próprios sofrimentos e chegarem aonde ele (Buda) chegou, naquela sensação maravilhosa de choro, de liberdade, de alivio, de leveza, de Iluminação!!!

Essa sensação é resultado de um enorme esforço empenhado. Sendo assim, menos esforço, menos iluminação, mais esforço, mais luz. A recompensa é na exata medida do esforço empenhado!

Isso parece ter sido valido para todos os grandes iluminados do nosso planeta, será que não é valida para nós, “seres comuns”?!!

 

Expansão de consciência

 

Senti um pouco, que o conceito de que o caminho espiritual mais profundo necessita de uma dedicação em tempo integral e exclusiva, reforça a mesma ideia de outras religiões, do temor/medo e da supervalorização, o medo/temor das pessoas de irem para os reinos inferiores senão praticarem esse caminho e a supervalorização das pessoas que tem atividade exclusivamente religiosa.

Creio que o ser comum humano deseja viver decentemente e avançar/aperfeiçoar-se espiritualmente sem sentir-se culpado ou amedrontado por um castigo ou punição.

 

Dia 4

Meditação sentada de joelhos, incrível!!

Fomos orientados a prestar atenção às fases da respiração (Inspiração – início, meio, fim – Expiração – início, meio, fim – e nos Intervalos, pulmões cheios e vazios). Mantendo durante todo o dia essa atenção.

Tive a sensação de estar de lado, perder noção do corpo, porém mantendo a consciência da respiração, sensação do todo. Muito bom!! No momento da instrução houve uma mudança de estado, um pequeno samadhi.

 

Palestra da manhã, dia 4

Respiração

Durante o dia devemos prestar a máxima atenção na respiração e nas suas fases, perceber sua natureza; se longa, se curta, se profunda/suave, se grosseira, se sutil, se contínua, se cortada. Quando muda, o que causa a alteração? Do exterior, sons, cheiros,..., estados mentais, memórias, emoção,...

Estamos montando um mosaico delicado com os objetos de meditação para manter a mente estável e levar a um profundo estado meditativo.

 

Exercício: Prestar atenção em que fase da respiração estava quando: Acabo de sentar para iniciar o almoço?  Dou a primeira garfada? Dou o passo que cruza a linha do quarto?

Resposta: Os inicios das atividades coincidem com os pulmões cheios ou vazios.

 

Continuando, desejos positivos que devemos ter: aqueles considerados bons pelo budismo.

 

e) Tornar-me um conquistador dos estados de descontentamento e superar os estados de deleite. Não ser controlado pelos desprazeres e prazeres e não ser objeto dos prazeres e desprazeres.

 

f) Ser um conquistador do medo, do terror e da insegurança. Intenção clara do desenvolvimento da bravura/intrepidez.

 

g) Que eu possa obter à-vontade, sem problemas e dificuldades os estados meditativos que conduzem a mente superior e proporcionam um descanso agradável, aqui e agora. O estado meditativo proporciona um grande descanso a mente.

 

Fazer esse curso, não deixa de ser uma forma para desenvolver o desejo pelo estado meditativo.

Expansão de consciência

 

Reconhecer os presentes recebidos como valiosos, independente do significado que podemos dar para ele, pois para quem deu pode ter exigido um grande esforço!!!  Procurar manter um estado de gratidão, todo o tempo.

Meditação sentada de joelhos

Foco na respiração e nas suas fases

Notei as formas diferentes de entrada do ar nos pulmões, circulando, onda, árvore, de baixo para cima, pelo meio, respiração silenciosa, barulhenta.

Os pensamentos na maioria das vezes surgem quando os pulmões estão vazios

A respiração em árvore (de dentro para fora) não cria balanço/onda

Quando tenho consciência da respiração e não sinto a turbulência, surge um bom estado de meditação.

 

Meditação sentada de joelhos

Sensação de fluxos de energia

Balanços, giros com o corpo.

O coração reverberando em todo o corpo.

Estava centrado, o tempo foi confortável.

Aceitar o coração, criar distância, acalma-lo, observar e manter o foco na respiração.

 

Palestra da noite, dia 4

Uma boa meditação requer o desenvolvimento de alguns fatores mentais

1)      Uni-direcionamento da mente. Mente que segue apenas em uma direção, foco mental, mente não distraída. Exige um esforço diário, o grau de maturidade é condicionante da mente que influencia os frutos meditativos; Sabedoria, instrução, condicionamento.

Quando os frutos surgem começamos a ter: clareza, silêncio, relaxamento, concentração e aquietamento.

 

2)      Arrebatamento - Alegria interna, fruto do trabalho interior. Tem vários graus. Pode ser um bom antídoto para a irritação, diminui a má vontade/descontentamento.

 

3)      Colocar/jogar a mente no objeto. Iniciativa de colocar a mente o tempo todo e mantê-la no objeto. Intencionalidade.

 

4)      Estado de calma/bem estar. Focar na ativação da sensação de bem estar, lembrar da felicidade/alegria e sentir ela com real e acontecendo no momento. Causa próxima, estar feliz/calma.

 

5)      Quando a mente encontra o objeto é necessário outro tipo de energia, uma energia que mantenha a mente grudada/unida, chama-se de sustentação do pensamento, ou retenção. (como a ideia de manter as partes quebradas de um prato firme até a cola secar e uni-las)

 

Se conseguir atingir um nível mínimo de cada um dos fatores anteriores, surge um novo fator importante.

 

6)      Passar a criar um interesse pela natureza do objeto, observar e explorar a natureza das partes do objeto, ver de forma distinta e profunda. Desenvolver habilidade de clareza e nitidez. Clareza sem se envolver no movimento, uma observação atenta sem interferir.

 

Para isso, novos recursos são necessários, o distanciamento e o desinteresse em manipular. Como consequência, percebemos o eu passa a ser um dos principais “inimigos” para manter o estado meditativo. Aprender a observar algo que se movimenta e não interferir no seu fluxo natural.

 

Dia 5

Meditação sentada de joelhos, terminou rápido. O eu pareceu como uma criança arteira, que mostrava como consegue criar/inventar inúmeras formas diferentes de respirar.

 

Palestra da manhã, dia 5

História

A cadeia de transmissão dos ensinamentos de Buda portava conhecimento nas áreas:

- Filosófica

- Regras de convivência

- Sugestão de comportamentos morais e éticos

- Ensinamento das diversas praticas meditativas

Todo ensinamento foi transmitido oralmente, usando um método que garantia a fidelidade dos ensinamentos originais.  Aproximadamente no ano 61 a.C., no Sri Lanka, foram escritos os ensinamentos de Buda, a extensão do conjunto canônico budista se aproxima a 32 vezes o tamanho do velho e novo testamento juntos.

No budismo não existe o conceito de uma língua sagrada, os ensinamento são traduzidos para as línguas locais. Ele se espalhou pela a Ásia da mesma forma que hoje as igrejas evangélicas se espalharam no ocidente. No budismo, não existe a ideia de conversão de pessoas para se tornarem budistas.

O budismo Theravada tem origem nas primeiras escrituras, é dada ênfase aos ensinamentos originais procurando manter-se mais fiel possível a eles. A parte essencial dos ensinamentos é as quatro nobres verdades e o caminho óctuplo.

A hierarquia do budismo theravada é por mosteiros, alguns possuem filiais. Cada mosteiro tem suas regras monásticas.

Um lama é uma pessoa que recebeu autorização para ensinar, não é necessário ser um monge para ser lama. A palavra lama é usada pelo budismo tibetano.

 

Meditação sentada na cadeira

Perceber o objeto (respiração e suas fases) e separar o eu em dois, o que observa e o que respira.

Notar como o objeto altera o ritmo, sem o observador interferir. Como ele movimenta varias partes do corpo quando está modificando o tipo e ritmo da respiração.  Percebi uma reação interessante do corpo, tentado atuar na respiração.

Existe um momento que poderei “deixar acontecer”?!

 

Palestra da tarde, dia 5

Continuação, História

O budismo teve várias rotas de transmissão do conhecimento, o Theravada foi uma delas. No theravada existem dois tipos de meditação, a Shamata e a Vipassana, elas aparecem também em outras linhagens do budismo.

Shamata destinada a trabalhar a calma, a tranquilidade e o arrebatamento. Vipassana significa uma visão mais profunda da realidade, procura levar a libertação.

Após a invenção da impressão mecânica, houve uma mudança grande na forma de transmitir os ensinamentos budistas, alterou profundamente a relação mestre X discípulo. A história conta que os ensinamentos sobre meditação saiu de um mosteiro pela primeira vez em meados do século XIX. Na Birmânia existem centros de meditação para leigos (pessoas não monges) e no Brasil já existem retiros com duração de até 20 dias.

 

A meditação Vipassana é composta de um conjunto particular de ensinamentos para ver a verdade em profundidade. Esses ensinamentos se desconectaram do próprio budismo theravada. A meditação vipasssana desenvolve qualidades especiais da mente que capacitam um olhar as coisas, de uma forma mais profunda.

 

Sati (do Pali) – é uma função da mente, qualidade da atenção pura, vigilância.

 

Características de Sati:

 

- Um prestar atenção/jogar, estar atento

- Intencionalidade/direcionalidade

- Atenção nua/pura. Não acrescentar nada, não manipular, sem o uso de conceitos

- Observar sem distorção do objeto

- Vigilância na qualidade da atenção

 

Alguns pontos sobre Vipassana

 

- Descarte de visualizações

- O objeto deve ser significativo e levar a libertação

- Olhar o objeto com o intuito de compreender

- Dever e esforço em manter-se no objeto, sustentação do objeto

- Manter a respiração no centro e abrir para outros objetos (sensações), emocionais, pensamentos e avaliações corporais.

Imagem do lago na floresta e o tigre bebendo água!!

A melhor ação que podemos fazer a qualquer estímulo durante a meditação é deixar de alimenta-lo e não dar atenção.

 

Meditação sentada na cadeira

Perda da orientação espacial, sentia-me de lado.

Percebia apenas a respiração, o resto do corpo desapareceu, inclusive as dores.

Perda da sensação do tempo, alongamento do tempo.

Manutenção da escuta ativa, porém os barulhos não criavam distúrbios na mente.

Ao abrir os olhos quando tocou o sino, vi que estava sentado corretamente e alinhado.

 

Meditação sentada no chão

Ficou muito bom no fim, foi difícil de reiniciar os movimentos do corpo, mesmo com o barulho a minha volta.

O tempo passou muito rápido, ele não era uma preocupação.

O estado de concentração e relaxamento melhorou muito quando resolvi “entregar para Deus”, ou seja, acreditei que estava fazendo o melhor e o resultado viria quando for o momento. Tirei a intenção de conduzir e obter qualquer resultado.

Quando consigo pensar que estou me sentindo bem, começo a ter um tipo diferente de sensação e aumenta o estado de bem estar.

O som dos ventiladores começou parecer como uma música.

 

Palestra da noite, dia 5

Vigilância do estado meditativo

Depois do fortalecimento da vigilância, o que pode surgir para distrair.

 

- Grande parte dos sofrimentos vem de uma percepção errônea da realidade, temos a tendência de atribuir uma natureza fixa aos processos mentais, dando uma existência permanente a elas. Os pensamentos, sentimentos e emoções são estados mentais condicionados, em essência eles mudam o tempo todo. Podemos comparar com as notas de uma música, a nota é a mesma, porem a música só existe se houver uma sequencia de notas. Impermanência!!

 

- Sofremos porque acreditamos que as coisas são possuidoras de um valor intrínseco.  Ver a  realidade, como não tendo uma natureza fixa. Vacuidade!!

 

- Ficamos repetindo e reforçando a emoção constantemente para dar força a existência das emoções/pensamentos/sentimentos, tanto positivas como negativa. Gerando um continuo stress. Viver no presente!!

 

- Sair da busca por algo que dê felicidade. Sair do Samsara!!

 

- Existe a ilusão que o eu é permanente, que existe um eu que acredita ter emoção/pensamento/sentimento. Desconstrução da Personalidade!!

 

Ilusão de identidade, Ilusão da permanecia, Ilusão do valor absoluto. Vipassana tem objetivo de nos tirar dessas ilusões e para isso temos que desenvolver a vigilância, a atenção e a não reação.

 

Dia 6

 

Meditação sentada de joelhos.

Já havia acordado com o pensamento de agradecimento e foi justamente este o tema dessa meditação. A reverência a tudo que me fez chegar aqui, inclusive a minha personalidade. No fim, uma renúncia a todo o mérito pelo esforço. Surgiram lágrimas espontâneas.

Sensação de brevidade de tempo

Sensação de estrelas expandindo em todo o corpo, como aquele sorvete que da a impressão de pequenas bolhas explodindo na boca.

 

Palestra da manhã, dia 6

Unificação Mental – Não dispersão, manutenção em um foco.

 

Erroneamente podem-se interpretar os estados sublimes de arrebatamento como sendo o caminho para a libertação, porém eles ainda são estados condicionados. Quando saímos desses estados, as marcas mentais voltam à tona e retornamos aos automatismos anteriores.

 

Relembrando:

 

Etapas para uma boa meditação:

 

  1. I.            Reconhecer o negativo e sua ausência – Importância de reconhecer os defeitos e imperfeições e se manter consciente. Isso leva a modificar e sanar as imperfeições.
  2. II.            Construção dos estados desejados – Importância de construir e desenvolver desejos saudáveis, desejos desejáveis.

 

  1. III. Geração e fortalecimento da intenção

 

Não basta ter consciência do defeito ou consciência do que é desejável, deve haver uma intenção com intencionalidade. A vontade de ver e fazer algo para diminuir os defeitos e uma decisão efetiva de colocar os desejos positivos em ação. Coragem para sonhar, atitude para realizar.

 

Buda sugere 44 apagamentos necessários para o fortalecimento da intenção para quem deseja estar em treinamento. Todo ensinamento de Buda é dirigido para quem está em treinamento. Podemos aconselhar apenas quem está em treinamento, caso a pessoa não demostre essa características, não deveríamos desejar/dar conselhos ou opiniões.

 

1)Outros serão cruéis; aqui não seremos cruéis: o apagamento deveria ser praticado assim.

2)Outros matarão seres vivos; aqui nos absteremos de matar seres: o apagamento .....

3)Outros tomarão o que não é dado; aqui nos absteremos de tomar o que não é dado:...

4)Outros não respeitarão o celibato; aqui seremos castos.

5)Outros falarão falsidades; aqui nos absteremos de falar falsidades.

6)Outros falarão maliciosamente; aqui nos absteremos de falar maliciosamente.

7)Outros falarão agressivamente; aqui nos absteremos de falar agressivamente.

8)Outros farão fofocas; aqui nos absteremos da fofoca.

9)Outros serão cobiçosos; aqui não seremos cobiçosos.

10)Outros terão ódio; aqui não teremos ódio.

11)Outros terão noções errôneas; aqui não teremos noções errôneas.

12)Outros terão intenções errôneas; aqui não teremos intenções errôneas.

13)Outros terão linguagem errônea; aqui não teremos linguagem errônea.

14)Outros terão ações errôneas; aqui não teremos ações errôneas.

15)Outros terão meios de vida errôneos; aqui não teremos meios de vida errôneos.

16)Outros terão esforços errôneos; aqui não teremos esforços errôneos.

17)Outros terão vigilância errônea; aqui não teremos vigilância errônea.

18)Outros terão concentração errônea; aqui não teremos concentração errônea.

19)Outros terão conhecimento errôneo; aqui não teremos conhecimento errôneo

20)Outros terão libertação errônea; aqui não teremos libertação errônea

21)Outros serão vencidos pela preguiça e pelo torpor; aqui seremos livres da preguiça e do torpor.

22)Outros serão agitados; aqui não seremos agitados

23)Outros serão hesitantes; aqui ultrapassaremos a dúvida hesitante

24)Outros serão raivosos; aqui não seremos raivosos.

25)Outros serão vingativos; aqui não seremos vingativos

26)Outros terão desdenha; aqui não teremos desdenha

27)Outros serão insolentes; aqui não seremos insolentes.

28)Outros serão invejosos; aqui não seremos invejosos

29)Outros serão avarentos; aqui não seremos avarentos

30)Outros serão fraudulentos; aqui não seremos fraudulentos.

31)Outros serão enganadores; aqui não seremos enganadores.

32)Outros serão obstinados; aqui não seremos obstinados

33)Outros serão arrogantes; aqui não seremos arrogantes.

34)Outros serão difíceis de aconselhar; aqui seremos fáceis de aconselhar.

35)Outros terão maus amigos; aqui teremos bons amigos

36)Outros serão negligentes; aqui seremos diligentes

37)Outros serão desprovidos de fé; aqui teremos fé.

38)Outros não terão vergonha; aqui teremos vergonha

39)Outros não terão medo de agir errado; aqui teremos medo de agir errado

40)Outros serão de pouco aprendizado; aqui seremos de grande aprendizado

41)Outros serão preguiçosos; aqui seremos energéticos

42)Outros não terão vigilância; aqui estaremos estabelecidos na vigilância

43)Outros serão desprovidos de sabedoria; aqui possuiremos sabedoria

44)Outros se apegarão às suas próprias opiniões, as segurarão tenazmente e as soltarão com dificuldade; nós aqui não nos apegaremos às nossas próprias opiniões ou as seguraremos tenazmente, mas as soltaremos facilmente: o apagamento deveria ser praticado assim.

 

Meditação andando, foi na região da piscina onde existe uma imagem do Buda.

A cada vez que passava em frete a estátua, fazia uma reverência. Mantive em mente a intenção de agradecer a todos os seres que me ajudaram a chegar até aquele momento. A todos que fizeram parte de minha história, senti-me extremamente grato pela ajuda dessa infinidade de pessoas e recursos, que estavam me proporcionando o estado de gratidão que sentia.

 

Meditação sentada na cadeira.

O tempo foi normal, senti um pouco de dor nas costas.

Continuei trabalhando com o tema proposto pelo mestre, a gratidão. Pensando na imensidão de pessoas e coisas que me ajudaram e fizeram parte da minha vida, todo um planeta. Creio que todas as pessoas e coisas da terra de alguma forma fizeram algo para que, hoje, eu estivesse aqui. Agradeci também ao meu “Eu” como essência divina e a minha personalidade, meu “euzinho”.

 

Meditação andando, comecei a pensar nas pessoas, são tantos seres para agradecer!! Inclusive aos antepassados que “lutaram” para manter o DNA que hoje eu sou portador.

 

Após o fim do período de silêncio, me percebi falando mais devagar e com mais calma, parecia pensar com cautela cada palavra antes de pronunciá-la.

Passei uma semana sem qualquer discussão e contrariedade com minha esposa!! (claro, não podia falar nem olhar!!)

 

Pergunta de fim de curso

Quais seriam alguns fatores/passos que poderia escolher fazer para continuar avançando na pratica do método de meditação Vipassana?

 

- Estar aberto e em busca de mais aprendizados

- Vipassana é como uma semente, é parte de um todo muito maior

- Praticar a reflexão usando métodos de meditação Shamata

- Se dedicar de uma forma regular

- Participar de retiros, formais ou informais

- Estudar sobre a prática

- Fazer parte de grupos de meditação e estudos

- Cultivar atitudes mentais positivas, desenvolver virtudes

 

Email professor Ricardo, Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

No site www.nalanda.org.br tem literatura e cursos on-line, onde se pode sentar virtualmente e discutir temas selecionados, tem duração de 1 a 2 meses, chats, conversas, discussão e esclarecimento de dúvidas.

 

Expansão de consciência

 

O método de meditação Vipassana pode ser extrapolado para o uso no dia-a-dia, é um caminho espiritual, não apenas um conjunto de técnicas/métodos.

Uma parte do conceito de mente para o budismo tem semelhança ao conceito de personalidade.

Os 3 venenos atuam em camadas/redes e provocam muitas reações inconscientes. Quando uma reação é desproporcional a ação, a resposta não é para o fato que gerou a reação.

No fim do curso, quando fui fazer massagem para aliviar a dor nas costas, o chão do hall da entrada estava cheio de formigas, após olhar e analisar porque elas estariam ali, não encontrei sentido, fiz um pedido mental para elas saírem, em poucos minutos todas começaram a fazer fila e sair da sala!!!

Talvez tenha escolhido um mal horário para fazer a massagem, pois perdi o último jantar com o grupo e deixei minha esposa preocupada com o horário que antecipou da cerimônia de encerramento do curso e eu poderia perdê-la.  Mas em compensação, tive a experiência com as formigas!!!

 

Os livros escritos por Josef Goldstein (Dharma – O caminho da Libertação) e outros, os escritores, Sharon Salzberg e Jack Kornfield, são boas introduções a diversos aspectos da meditação Vipassana e ao budismo.

 

Agradecimento

Agradeço a você, meu professor, e aos seus mestres, e aos mestres dos seus mestres, por escolherem adquirir os conhecimentos de meditação Vipassana e terem tido o desejo e a habilidade de me ensinar esses conhecimentos. Desejo ter absorvido e apreendido o conhecimento, para um dia poder retribuir a outras pessoas essa joia preciosa.

Por fim, sou grato a todo o grupo, em especial a minha esposa, por me estimular a manter-me focado no aprendizado desta pratica de meditação.

 

Namaste!!

 

 

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